
Ninguém discute. Neymar Jr. é um craque absurdo.
Drible curto, visão, passe, gol. Tecnicamente ele é top 5 do mundo desde 2012.
O problema é que, de um tempo pra cá, parece que a bola virou item 3 da lista.
*O jogador virou marca*
Quando saiu do Santos era puro futebol de rua com camisa 11. Sorriso, ginga, vontade.
Depois veio Barcelona, PSG, Arábia. Veio contrato milionário, patrocínio, festa, jatinho, pôquer, stream.
E tudo bem. O cara ganhou o direito de viver a vida dele. Só que junto com isso parece que o brilho do menino que jogava por amor deu uma apagada.
Hoje a gente vê mais post de carro, de festa, de mesa de pôquer, do que lance dentro de campo.
Parece que ele não liga mais tanto pra bola. Liga pra imagem.
*Tratado como semi-deus*
A mídia trata ele como se fosse intocável. Cada corte de cabelo vira notícia. Cada lesão vira novela.
A torcida cobra como se ele fosse Pelé + Maradona + Messi juntos. E ele, querendo ou não, entrou nesse personagem.
O resultado? Um jogador gigante que quando entra em campo ainda decide. Mas que fora dele virou mais celebridade do que atleta.
Faltou fome? Faltou foco? Ou só faltou tempo porque a vida ficou grande demais?
*O talento continua lá*
Ninguém tá falando que ele é ruim. Longe disso. Quando quer, humilha qualquer lateral do mundo.
Só que o futebol cobra entrega diária. E hoje o Neymar parece mais interessado em ostentar do que em provar algo.
Dinheiro não corrompe o talento. Mas ele muda a prioridade.
E com o Neymar a sensação é essa: quem tem tudo, às vezes acaba se tornando chato com o que um dia mais amou.
Tomara que ele prove o contrário. Porque o Brasil ainda precisa do Neymar jogador. Não só do Neymar influencer.